PSICOSSOMA
VIDAS PASSADAS

A grande maioria dos homens na terra vive em culturas e religiões que reconhecem a reencarnação da alma humana em vidas e corpos sucessivos. Segundo o padrão evolucionário da natureza, também a alma humana tem a sua evolução. Ela soma as experiências das respectivas vidas, pelas quais passou, e adquire assim um grau de consciência cada vez mais amplo.

Quanto mais circunspecta a consciência da alma, tanto mais tornam-se equilibradas as emoções e refinados os gestos e comportamentos sociais. Os místicos definem a auto-transcendência e o fim do giro re-encarnatório obrigatório da alma para o instante, quando a consciência se funde em "união mística" com a essência divina. Neste momento a alma estaria livre das condições, pelo menos deste nosso espaço-tempo, para continuar a sua trajetória evolucionária em outras dimensões da existência.

Sabemos de certo, comprovado pelas pesquisas científicas acerca dos mecanismos e do funcionamento da psique humana, noção cultivada pelas religiões de todas as culturas, que o ser humano tem níveis e estados de consciência variados. Cada uma destas consciências, atuando a partir de um outro padrão de leis e dimensões, acarreta consigo uma compreensão e um enfoque diferente da nossa realidade comum.

Os curandeiros espirituais, os videntes, os profetas e os gênios nos trazem mensagens e inovações para a nossa realidade como se fossem enxertos de outros paramos da existência, onde residiria uma maior e mais ampla sabedoria, uma outra qualidade e freqüência de luz cognitiva.

O homem comum focaliza a sua atenção nos fenômenos do espaço-tempo desta dimensão, no seu Ego, como representante dos seus interesses mais imediatos, da sua auto-percepção e sobrevivência. Por a nossa dimensão ser predominantemente física e densa, o Ego como parte corporal da consciência se preocupa principalmente com a permanência da sua identidade física. A forma consciencial mais evoluída, inerente à dimensão do planeta Terra, é o Ego.

O anseio pela paixão, pelo amor, pela comunhão com a divindade que todos nos homens temos em comum, é o indicador pelo caminho a ser percorrido para alcançar o que nos une, completa e complementa. Para isto é necessário um êxtase, para poder projetar-se para alem das condições e limites da nossa dimensão, dos cálculos do nosso Ego.

As próprias dimensões vão continuar o que sempre foram, para cumprir a sua função estrutural na ordem do universo. O que muda e se transforma é o ser consciente e individualizado, a alma, que passa, evoluindo e aprimorando-se, por estas dimensões para se reunir com os nos-outros na consciência do criador.

A noção das vidas passadas, dos ciclos re-re-encarnatórios, da condição espiritual do homem, é a chave de ação dos místicos de todos os tempos, desde que o sacerdócio e a cura ainda eram unidos nas mãos de pessoas que puderam intermediar freqüências e consciências entre as dimensões e realidades. Soube-se sempre, que o homem é feito da união entre matéria e espírito e, que é o espírito que vivifica e dá forma à matéria.

É a alma que faz a alquimia entre o espírito puro e a matéria inerte. Proveniente de uma centelha de luz divina, ela adquire emoções, pensamento, memória e identidade através das passagens sucessivas pelos corpos e tempos, até que a sua consciência seja repleta dos assuntos da criação, para reunir-se a Deus..

Os indivíduos cuja sensibilidade e auto-consciência se situam no limiar entre os mundos visível e invisível, os que conseguem viajar no espaço e no tempo para fazer o intercâmbio da comunicação entre as dimensões, têm uma facilidade espontânea de receber e transmitir informações de índole sutil, espiritual e telepática.

A "vida passada" - um complexo de emoções, pensamentos e memórias que se referem a um episódio da trajetória da alma -, deve ser compreendida como se ela fosse uma entidade espiritual própria, uma das facetas de um prisma, uma peça de um jogo de puzzle, a uva de um cacho, compondo a alma integral como uma das suas partes.

Imagine um pára-quedista no momento do pouso, - o pára-quedas ainda desdobrado no ar, com as suas partes funcionais ligadas por fios com o homem que está pisando na terra. Nesta imagem, a alma integral seria representada pelo tecido integral do pára-quedas, as "vidas passadas" pelos retalhos do pano, cada um com o seu fio de ligação com a "vida atual" encarnada no homem.

A regressão para as vidas passadas ressuscita cenas do que já aconteceu e foi gravado na memória da alma integral. Ela tem significância em termos terapêuticos e místicos.

Para fins terapêuticos é permitido tomar consciência do enredo kármico com o qual um indivíduo nasce, do condicionamento do seu comportamento com as suas tendências, neuroses, medos e traumas, tanto quanto as suas faculdades, facilidades e conhecimentos intuitivos.

Revela-se assim para ser compreendido pelo indivíduo, por quais razões a vida atual é do jeito que é, da onde se originam as relações sociais, familiares, de amizade e inimizade, como e onde erramos, acertamos e criamos os nossos padrões de comportamento. Pessoas que têm uma importância essencial na nossa vida de hoje, com muita probabilidade surgem nitidamente reconhecíveis nos cenários das vidas passadas e é desvendada a origem das afinidades e incompatibilidades, dos problemas e dificuldades .

Com estas informações, desenterradas das profundidades do inconsciente, o indivíduo fica habilitado a tomar iniciativas objetivas e lógicas para solver os nós górdicos do seu Karma, para redimir culpas e pecados, ganha introspecção também no porque dos seus méritos e privilégios.

Em termos místicos, a importância da regressão para as vidas passadas reside no fato de que se pode acompanhar as varias mortes que já se morreu, assistindo á desencarnação da própria alma daquela vida, como ela deixa o corpo para trás, até vendo como é tratado o seu cadáver pelos remanescentes, passando depois por dimensões espirituais e em seguida retomando a vida corpórea em outra encarnação e época.

Modifica-se assim profundamente a questão de vida e morte, dando-se realidade aos ensinamentos de todos os profetas de todos os tempos de que a vida é eterna.

Recuando mais ainda no tempo pode-se passar por encarnações animais, vegetais e elementais, revivendo e descobrindo assim a ontogênese espiritual e a individuação da alma durante a sua evolução até ao seu ápice no Livre Arbítrio do Ego humano.

Extrapolando o referido para os episódios ainda futuros, vislumbramo-nos, em consideração à índole pulsatória do universo, a gradativa desdensificação do Ego individual rumando em direção à sintonia com a Ordem do Universo.

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