PSICOSSOMA
TERAPIA DO FUTURO

A "Terapia do Futuro" como complemento e evolução da "Terapia de Vidas Passadas"

Todos os místicos insistiram sempre que, apesar de admitirem subdivindades, Deus é um só, a criação é uma só, o universo é um só e a manifestação como um Todo também é uma só. Postularam que a nossa noção de tempo é relativa, dependendo da dimensão na qual vivemos, e que há outros conceitos de tempo em outras dimensões, onde, por exemplo, um ano brahmanico dura 24000 anos terrestres. Temos calendários diferentes de culturas diferentes, principalmente de culturas antigas, que nós surpreenderam com noções astrológicas e com detalhes, números e medidas inter-estelares das quais se suspeita terem sido recebidos e transferidos por influências extradimensionais como, por exemplo, de seres extraterrestres.

As nossas leis de física são abolidas quando abandonamos a atmosfera do nosso planeta e afastamo-nos do campo de gravitação da Terra.

As "Vidas Passadas", publicamente cada vez mais aceitas como um fenômeno digno de atenção e sujeitas a investigações sobre o seu conteúdo de realidade, resistiram às investidas científicas, mostrando fatos e pormenores, pelos quais não se tem outra explicação, se não, que haja informações irrompendo de outras dimensões para dentro do nosso sistema com a sua escala do tempo.

Estas informações são recebidas, via de regra, por pessoas (médiuns) em estado alterado de consciência que estão, sucintamente dito, em estado de transe. O estado de transe proporciona um tipo de consciência desvinculada da régua temporal da nossa alma encarnada. É também em estado de transe, que se dão as curas espirituais que transcendem as leis físicas e também a noção do tempo.

O que seria possível acontecer numa suposta "quadri-" ou até "penta-dimensionalidade" nós não temos fantasia suficiente para imaginar por causa do nosso cérebro condicionado por nossa dimensão, na qual vivemos. Talvez seja, que 24000 anos de uma destas dimensões correspondam a um ano da nossa.

A Uni-dimensionalidade, representada por Deus, é parte integrante da nossa alma, é o nosso mistério interior do qual sentimos memórias e esperanças saudosas quando nós entregamos à interiorização. É necessário o estabelecimento de um transe místico, de uma "consciência alterada" desvinculada das leis da nossa matéria, para podermos ver e ouvir com os sentidos da alma eterna, originalmente oriunda dos páramos da Uni- dimensionalidade.

Nós nos situamos com a nossa consciência normal de vigília entre o passado e o futuro. Estamos acostumados a focalizar a atenção ou naquilo que já aconteceu, referindo-nos às nossas experiências já feitas, ou, em pre-ocupação, àquilo que vai supostamente acontecer ainda. Preocupando-nos, projetamos para o futuro as experiências feitas no passado, evitando desta maneira o surgimento e a influência de elementos e noções inovadoras, pelos quais somos beneficiados sempre quando lhes damos margem a se revelar, quando apelamos, por exemplo, ao otimismo e à fé.

A consciência do tipo "beta" é um estado de alerta de alta frequência e corresponde à nossa vigília diurna. Ela é a própria pre-condição para vivermos permanentemente em ansiedade e estresse, pois o seu apoio são os registros do passado que já se tornaram irreais. Por consequência, a extrapolação destes dados do passado para antecipar a noção do futuro será irreal e estressante, pois teremos que viver um círculo vicioso na constante reprodução dos nossos traumas e medos. A "consciência beta" nunca descansa, nunca relaxa, vive permanentemente em um spagat extremamente cansativo entre do que já foi e do que presumivelmente irá acontecer. Ela tem como base de avaliação do momento atual os registros históricos e exclui em seus cálculos premonitórios qualquer possibilidade de adicionarem-se fatos inusitados, não imaginados ainda, que trariam uma "solução", uma "inovação" atípica, através de um novo elemento que se acrescentaria à nossa realidade vindo do espaço extradimensional e trazendo aos nossos contextos uma verdadeira evolução como se fosse uma "dádiva dos céus".

O conceito de "sincronizidade" do psicanalista Carl Gustav Jung, cuja abordagem à parte inconsciente da psique humana se dava pela interpretação dos sinais do Mistério (memórias do subconsciente, arquétipos, sonhos), mostra que invenções científicas foram concebidas, ao mesmo tempo e em diferentes partes do mundo, por pessoas diferentes e independentes entre si. Isto podia acontecer, porque estas pessoas tiverem abertas à sua inteligência intuitiva, tendo recebido desta maneira as enviadas noções e conteúdos de esferas extradimensionais que o intelecto humano por si só, com a sua maneira de se apoiar nos seus arquivos do passado, nunca teria tido a condição de inventar ou imaginar.

A meditação, por definição, é a captação das sementes do porvir, exaurindo as da essência prima, que é atemporal e geradora do novo. Na meditação é apreciado um panorama transcendental que é isento dos medos e do estresse psicológico causado pelo passado irreal e pelo futuro pressuposto, colocando a consciência num patamar de realidade transcendente, mais próximo de Deus, da Uni-dimensionalidade, o que ao mesmo tempo confere paz de espírito, o poder de curar e de conceber evolutivamente.

A "Vida Passada" encontrou muita dificuldade em ser aceita pelos cartesianos do intelecto racional, e assim, infelizmente, deverá acontecer também para com a projeção à "Vida Futura".

Devemos supor que haja na nossa dimensão, predominantemente intelectual e egóica em termos de psique humana, um dispositivo que efetue as mudanças necessárias e impulsione as condições estabelecidas à sua necessária evolução. O futuro e o passado devem ser relativados pela "captação do momento", pela meditação. O momento é percebido na transcendência do passado e do futuro, ele é o "mirante" extradimensional que permite a visão panorâmica, para que possamos identificar os ainda existentes e inconvenientes detalhes que devem ser aprimorados na alma individual para beneficiar a humanidade inteira. Este mencionado dispositivo, gerador de mudanças positivas, dádiva dos céus e em forma de semente já presente em nós, é o Amor Maior, que é de índole espiritual e transpessoal.

Tecnicamente, a projeção para momentos futuros não se difere muito da regressão para o passado. Durante a regressão para o passado temos a ocasião de levar à luz da consciência o que aconteceu em outras épocas, quando a nossa alma teve um outro corpo e estava vivendo em um enredo diferente. Na regressão podemos compreender porque e como o nosso caráter se formou para sermos a pessoa que somos atualmente, quais eram as experiências, que foram responsáveis pelos nossos traumas e as nossas dificuldades nos dias de hoje, que são sempre iguais e recorrentes: os nossos medos, as neuroses e fobias. Elas são as condições adquiridas com as quais estamos condenados a viver na vida atual e, se não tomarmos uma atitude, no futuro também.

Aquele impacto emocional e psicológico, que foi causado por vivências de outrora e na sequência, significando auto-proteção e alívio para a alma, recalcado para o esquecimento, pode ser revisado agora durante uma regressão. A compreensão de um indivíduo a respeito das circunstâncias que levaram aos incidentes traumáticos de uma Vida Passada, já tem evoluído naturalmente durante as vidas subsequentes àquela em questão e pode receber agora na atualidade, pela regressão em meditação, uma nova avaliação dos significados, podendo amenizar muito, se não curar, o sofrimento desta alma.

Muita vezes não é fácil para uma pessoa, mesmo ela tendo revivido certas situações do seu passado e tendo se conscientizado das suas emoções pertinentes àqueles fatos, partir diretamente para "uma nova vida" através de um simples despir-se destas emoções traumáticas, pois a vida atual foi modelada e condicionada ainda sob as impressões daqueles acontecimentos, determinando a sua interação com outras pessoas, que eventualmente fizeram parte daquela mesma vida passada e participam hoje da vida atual.

Durante a regressão muito se explica e muitas das emoções traumáticas se liberam, diminuindo assim a pressão interior do que foi recalcado por tanto tempo. A conscientização dos conteúdos de "bolsas do inconsciente" resulta numa mudança dos pontos de vista do indivíduo para os aspectos da vida atual. Em decorrência disto, ele tentará também mudar as suas atitudes que se mostraram ser inconvenientes, mas as pessoas que em interdependência mútua participam da sua vida atual, dificilmente o deixarão agir como bem entende, pois muitas vezes a mudança de atitude de um está contra os interesses de outro.

Depois de ter regredido a vidas passadas e ter tomado certa introspecção na índole dos seus problemas psicológicos recorrentes que se expressam em padrões de comportamento inadequados ou até patológicos, o indivíduo chega a novos posicionamentos que têm a tendência de se aplicar na vida através de ação e reação. Contudo, por enquanto continuarão encubadas e em nível semi-consciente, pois ainda não provaram o seu impacto com a realidade.

É neste momento que a projeção para o futuro ganha a sua importância peculiar, pois ela mostra como se desenvolveria a vida futura da pessoa que agora, como resultante das regressões feitas, é guiada por uma situação psicológica em estado de transformação. As suas posições e ações ainda não são efetivos, nem totalmente liberados e adequados, porque permanecem interdependentes, condicionadas pelas pessoas e os contextos da sua vida íntima e social vigente.

A limpeza dos registros traumáticos, operada pela regressão, deve ser aprimorada mais ainda pela visão de episódios futuros. Esta evolui a partir da situação atual e pode embutir ainda equívocos e abusos do livre arbítrio às situações futuras. Só haverá evolução e progresso com certeza, quando a alma em transformação tem "apalpado" o resultado das suas futuras ações mediante projeção à realidade futura.

"Como ficaria o futuro a partir de agora e quais das minhas novas posições e atitudes posso retificar mais ainda para evoluir ainda melhor e mais perfeitamente?"

Para ilustrar isto, ofereço aqui uma história clínica como exemplo:

Um paciente meu identificou em regressão a sua atual irmã como uma pessoa que em outros tempos o prejudicou repetidamente, em papéis e personagens diferentes, durante várias encarnações em situações e contextos de índole muito parecidos, pois estabelecem-se padrões de comportamento entre os envolvidos em teias kármicas, geralmente de índole familiar.

A primeira reação do meu paciente era cortar as relações com a irmã e coloca-la no seu devido lugar, afastando-a do convívio. Ele é atualmente um chefe de família e a sua irmã vive, viúva e mãe de um casal de gêmeos ainda pequenos, aglomerada à sua própria família, que se consiste da sua esposa e de dois filhos já adolescentes, trazendo muita confusão e fazendo exigências descabidas a respeito do padrão de vida oferecido por ele.

Na projeção para o futuro ele vê que a sua irmã, depois de ser expulsa do convívio, não tinha condições de levar uma vida digna, entregando-se à prostituição para sobreviver e criar os filhos. O para ele tocante desta projeção era que os seus sobrinhos, os filhos gêmeos da sua irmã, depois de crescidos e terem se passado uns vinte anos, o responsabilizaram pelo destino que tomaram eles e a sua mãe, que então já tinha falecido.

Na ocasião da futura repartição do espólio do avô, pai do meu cliente, eles colocaram tanto entrave e dificuldade no trámite do inventário e no desembaraço da propriedade que esta herança, naquele momento muito bem vinda e necessária, porque poderia ter salvo a sua empresa que estava com problemas de liquidez financeira passageiros e remediáveis, foi recebido com um atraso de vários anos, levando-o a falência.

Em consequência desta visão premonitória, ele continuou amparando a sua irmã, conduzindo a relação com ela com uma atitude mais consciente e com um pulso mais firme, custeando também uma educação escolar privativa dos seus sobrinhos. Na sequência, o clima do relacionamento intra-familiar melhorou muito.

Não se passaram ainda os vinte anos para podermos verificar a previsão feita. Mas, é muito provável que o desastre financeiro anunciado não acontecerá, pois as condições básicas de partida foram mudadas para proporcionar uma evolução mais promissora em prol do todo e de todos.

Para completar a história falta mencionar, que estes dois sobrinhos, em uma vida anterior, eram os pais do meu paciente, os quais ele, por sua vez, tinha abandonado em condição miserável para seguir a carreira dos seus sonhos, para enriquecer e viver suntuosamente com uma mulher, que mais tarde o arruinou.

O pai da sua vida atual, relativamente bem de vida, nega-se a apoiar tanto a ele quanto a sua irmã, por eles serem filhos de um primeiro casamento, dado o fato que a sua atual segunda esposa, sem ter filhos próprios, exerce um total controle sobre a sua psique e as suas finanças….

Seria interessante investigar ainda mais, para compreendermos também os motivos da atual irmã em prejudica-lo tanto através de várias encarnações. Esta, porém, não se prontificou a compartilhar as suas vidas pregressas conosco.

Também seria possivel e interessante investigar as causas da ascendência psicológica da segunda esposa sobre o pai do meu paciente.

Resta destacar que todas as soluções, sugeridas pela visão panorâmica de passado e futuro para aprimorar a evolução através de mudanças de atitude no presente, introduzem a essência do Amor Maior como princípio básico da evolução humana.

Dr.med. Rolf-Erhard Weyel, 73310-970 Brasília-Planaltina DF, CxP 8252, F/Fax: 61-30348498, rolf@pop.com.br



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