PSICOSSOMA
O QUE FAZER COM OS LOUCOS?

"Não sabemos o que fazer com os loucos". Esta é a ultima palavra publicada por uma autoridade em terapias para a loucura.

Conseguiu-se identificar o louco como um indivíduo sensitivo, exposto a interferências freqüenciais de toda sorte e de todas as dimensões, um indivíduo indefeso perante as avalanches de sensações, emoções e psiques errantes. O louco como manifestador do mundo espiritual, seu Eu enfraquecido ou sutilíssimo, sua personalidade uma colcha de retalhos, ou: - aparelho de profecias, grande místico ou grande demônio.

Identificaram, codificaram e demonstraram em prática para o mundo científico a contaminação vibratória como a causa do mal que acomete os loucos e também, em grau mais ameno, os normais.

Ampliaram hipnoticamente este fenômeno natural, ao qual são sujeitos os sujeitos mais sujeitos, em laboratório psíquico e formularam a tese para a terapia da loucura da seguinte maneira: troca de transe, troca de obsessor. Troque-se uma entidade, uma interferência bio-psico-energética, por uma outra, um obsessor maligno por outro, menos maligno ou até benigno. Troque-se um zumbi por outro.

Usava-se para isto freqüências do próprio inconsciente do paciente, freqüências pessoais ou de assistências espirituais de sensitivos, freqüências espirituais ritualizadas e também espíritos festivos de folclores diversas.

Mas as melhoras de saúde emocional e mental eram, quando foi muito, passageiras. Não alcançava-se uma cura, como um parente ou um amigo do paciente gostariam de ter visto com o seu ente querido, para poder abraçar a alma resgatada, íntimo e familiar. Continuava zumbi, alienado, quem foi tratado.

Mas, então, onde falhou? Sobrepôs-se ou expulsou-se uma entidade espiritual, uma freqüência emocional ou mental mais ou menos evoluída, por outra, também mais ou menos evoluída: - beltrano espiritual tratou fulano espiritualmente. Fez-se, com intenção terapêutica, uma volátil alquimia energética libertaria e arbitraria, de duração imprevisível e ignorada, até que as leis do Karma, os "ossos de deus", separassem e reordenassem as partes. Como o sensitivo, após um trabalho de transidentificação, volta aos poucos ao seu estado original, assim também faz o louco.

Como o caboclo ou a "bailarina" voltam após o transe do transeunte aos seus páramos, assim também reencarna a entidade louca ao seu habitat, fixada por leis kármicas à sua condição.

Jesus, após "morte" na cruz e missão cumprida, espiritualmente juntou-se ao Pai, - fisicamente talvez migrou para a Índia -, assim o cristão de hoje continua conquistando e explorando como os velhos romanos. O bem e o mal, o YIN e o Yang, os opostos como partes integrantes e complementares da nossa realidade não podem se aniquilar mutuamente: em prol desta dimensão com as suas coordenadas próprias. O que transcende as condições desta dimensão é a união mística, cujo elixir é o amor. O amor, porem, pode ser genuíno como ele é nos seres naturais, ou pode ser fruto da consciência de quem sofre e se sente separado dos demais, - a condição do homem após a sua expulsão do paraíso, a condição de todos nós.

Querendo ajudar aos loucos, deveríamos primeiro reconhecer o louco dentro de nós mesmos e educar, instruir e trata-lo com amor próprio e paciência perseverante para depois, sabendo bem que não vivemos só, praticar e estender esta atitude a quem nos for destinado pelo Karma e pela vida a ser ajudado, seguindo o exemplo e o rumo que nos foram indicados pelo profeta mor.

Soltar o louco na rua ou devolve-lo para os ambientes familiares da onde ele veio e onde enlouqueceu, seria joga-lo de volta aos leões. Deposita-lo em manicômios tradicionais é enterra-lo vivo. Tutela-lo em sanatórios particulares, muitas vezes faz dele uma vítima de interesses comerciais ou até de teses terapêuticas dúbias.

Devem formar-se, por pessoas afins, comunidades búdhicas, onde se estabeleçam cúpulas de freqüências as mais sutis possíveis. Constituiriam-se estas cúpulas basicamente de meditação, amor e conhecimento, tentando a aplicação prática destas essências sempre. Desta maneira, todos os elementos espirituais presentes, loucos ou não, encontrariam um campo propício para manifestar-se e para dar e receber intercâmbio vibracional. Estas comunidades deveriam basear-se em princípios cooperativistas e comunitários, equilibrando assim as qualidades espirituais variadas, como também os direitos e deveres dos "gênios" e "profetas". Deve-se criar critérios de equilíbrio econômico. Trata-se, trabalha-se e vive-se em permanente intercâmbio freqüencial. Sustenta-se a transcendência pela vida em amor!

O louco é um fenômeno existencial, é o errado do certo, o pólo complementar. Como doente, ele é um sensitivo despersonalizado que representa o caos como substrato da ordem, o santo errante, uma manifestação do inverso. Mas, como os desafinados também cantam, o louco também ama com o seu jeito peculiar de acolher para se o que os indivíduos "providos de razão", descartam ou recalcam. Sempre foram considerados "desprovidos de razão" os profetas e os místicos de todos os tempos, quando pregaram a união dos opostos na consciência do amor.

Que estes dois irmãos, o louco e o profeta (que seja simplesmente uma pessoa bem intencionada), se juntem para a união mística se estabelecer e formar um chão e um jardim onde as freqüências atuantes na mudança de época, na virada do milênio, possam ancorar.

Onde este jardim se fará é, em princípio, no íntimo de cada um de nós, quando o terapeuta reconhece o louco dentro de si, e o louco consegue vislumbrar que sem ele e seu esforço para melhorar, o mundo não teria futuro. A verdadeira união dos dois transcende, mas não mudará, as condições desta dimensão, cuja tarefa é manter as qualidades opostas separadas para criar a consciência da necessidade da união no amor. A realização desta união mística, na transcendência dos axiomas desta dimensão, é a porta para o jardim da salvação onde se encontram em humildade e reverencia mútua os antagônicos irmãos.

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