PSICOSSOMA
O ASPECTO ESPIRITUAL DA SEXUALIDADE

O instinto da cópula

No instinto da cópula revela-se o Principio Cósmico.

O Principio Cósmico se constitui de uma fase de abertura e uma fase de consolidação, é uma ação respiratória.

Na fase da abertura nasce da Unidade Original a Dualidade: de KI nascem Yin e Yang, como de uma célula germinal do corpo nascem as células de fertilização, cada uma com a metade complementar dos genes.

Yin e Yang, quando se complementam, formam o TAO, o Todo, da onde emergiram, da mesma maneira como duas células de fertilização complementares formam uma célula completa e um novo homem.

Como KI (energia original, Deus) se abre, ativado pela dinâmica mística interior, possibilitando assim o leque da Manifestação entre os pólos dos extremos, assim também o Homem tem um impulso interior, natural e irrepreensível a se abrir, de renunciar ao seu Ego durante o transe da cópula, para que ele seja fértil no seu patamar da existência. Na união sexual o ser humano experiencia um estado extático, durante o qual ele se abastece com energia espiritual original (prana), por estar mais perto de Deus enquanto o Ego está desligado. Este êxtase é a verdadeira religião (re-ligação com a matriz da creação), seja ele de índole biológico-física ou puramente espiritual, quando oriundo de uma abordagem mística meditativa-intelectual.

A mística da Creação se constitui do evoluir-, do manter- e do desfazer-se. A sua dinâmica é abertura e consolidação. O Homem é entrelaçado neste axioma universal. Como o Homem compreende a si mesmo, assim serão a sua mística e a índole da sua sexualidade.

Se a auto-consciência de um homem está presa ao seu Ego e ao seu corpo, como é a regra na cultura ocidental, ele vai procurar a cópula para se satisfazer sexualmente, para se confirmar existencialmente e para experienciar, sem que saiba disto, o êxtase da felicidade e da proximidade com Deus. Alem disto, ele tem a tendência, justamente por causa do seu egocentrismo imanente na condição de homem semi-consciente, tentar dominar o seu parceiro sexual para garantir a próxima experiência extática.

Na cópula realiza-se, em plano fisiológico, o principio cósmico, a fusão dos pólos complementares, - a busca por Deus, alem do bem e do mal.

A cópula deve ser compreendida como a nossa realidade mística física, e por isso o impulso para a cópula e o decorrente transe sexual, que é o nosso instinto místico encarnado, sobrepõe-se às nossas atividades racionais. O transe da cópula força o Ego à auto-renuncia para que ele chegue, através desta abertura, a uma consciência ampliada e unificada, e seja somente por um momento. É um pé na porta para o infinito. O instinto da cópula é o sinal mais nítido da influência cósmica na nossa existência individual e a forma mais pura de religião (re-ligação) nos nossos níveis da existência, onde a consciência espiritual não está plenamente desenvolvida ainda.

A "cópula" pode se dar nos níveis físico, sensorial, emocional, mental e também espiritual. Quais e quantas destes possíveis níveis de comunicação sexual-energética estariam ativados durante o mesmo ato, depende do nível evolucionário de cada indivíduo.

Se Deus, como está escrito na alegoria bíblica, assoprou vida ao pedaço de argila, e disto constituiu-se Adão, podemos concluir, que o homem se consiste de duas qualidades de ser: a material e a espiritual.

A atração mútua entre dois pólos opostos deve ser compreendida, simplesmente, como um fenômeno energético natural universal. Quando este fenômeno acontece e é executado exclusivamente no nível físico, ele serve para a procriação da espécie. Porem, enquanto o fenómeno da atração sexual não foi corrompido e aprisionado ainda pela vil busca da excitação e do prazer carnal, bitolado pela exploração unicamente mental e egóica, ele é ampliável para uma verdadeira cultura sexual espiritual (tantra), o intercâmbio livre de energia com toda a existência, com ou sem contato físico.

A "cópula" em nível espiritual tem caráter telepático, propaga a ampliação da consciência em geral, e leva, na sua última conseqüência, até a união com o Creador. De duas unidades em comunicação sempre provirá uma nova terceira unidade, que representa a evolução em si, seja ela de índole biológica ou consciencial.

O saber e o lidar com estes significados está exposto na doutrina tântrica. Os aspectos da comunicação tântrica são tanto de natureza "horizontal", quanto "vertical".

O aspecto horizontal determina o intercambio energético no plano corpóreo-biológico entre indivíduos ou entre o indivíduo e os elementos da natureza, também com os animais.

O aspecto vertical conecta o indivíduo com todos os elementos espirituais, sejam eles as almas de vivos, almas desencarnadas ou de todas as outras entidades espirituais, até o próprio creador.

Como toda a creação é de natureza essencialmente energética, também a matéria o é, - as aparentes diferenças são meras nuances em grau de densidade. A diferenciação do que seria de índole física ou espiritual depende do ponto de vista do observador: para Deus tudo é energia, para o "verme" tudo é matéria. O homem se acha numa posição relativa e intermediaria. O seu corpo é percorrido por energias que entram "de baixo" pelo chácra de base ou "de cima" através do chacra coronário. Isto se define assim por causa da dicotomia da sua função mental e da determinação necessária decorrente em "negativo" e "positivo". O entrelaçamento neste relativo campo de forças é a condição desta dimensão para a consciência humana, determinando desta maneira a sua forma de consciência.

Partindo desta percepção de si próprio, que é, repito, condicionada pelas regras desta dimensão, o homem precisa se orientar e tomar posição entre o bem e o mal, para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, entre passado e futuro. Esta é a sua condição de estar aqui, no nosso planeta Terra.

Todos os centros de energia (chacras) do seu corpo se comunicam entre se, e cada um por si, assim como o indivíduo como um todo, comunica se com o seu meio ambiente energético e espiritual.

Seguindo o fluxo da energia pelos chácras, partindo da base para cima ou da coroa para baixo, o chacra do coração é sempre o quarto da seqüência, o centro energético, o disco da alquimia interdimensional, onde se formam a vontade amorosa e o sentimento de compaixão.

Aqui se encontram as freqüências "física" e "espiritual" para realizar, em uma verdadeira alquimia do amor, a transcendência dos opostos: ódio e paixão, corpo e espírito, Ego e devoção, para se unir em Deus.

"Quem vive no coração, vive em Deus e vive protegido nos pastos do Senhor."

Para o Homem, sexualidade deveria significar inocência e sensibilidade. O transe do místico, na união com o universo e com o Creador, é a sua forma mais sublime.

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