PSICOSSOMA
A ORDEM CÓSMICA

A Ordem Cósmica é O Mistério, como Deus é O Mistério. A Ordem Cósmica deriva diretamente da Origem, sendo o seu primeiro efeito a organização da manifestação.

A Ordem Cósmica reside, por exemplo, numa semente, que dará uma árvore. Ela reside no DNA, que determinará a forma e as funções. Ela é a informação sutil, o código holístico a ser seguido e cumprido.

Ela engloba os seus antagonistas, o caos e a destruição para, através da eterna renovação, dar evolução à manifestação.

A sua índole é a harmonia entre o desenvolver-se e o desfazer-se, ela é positiva, criativa e eterna.

Ela é beleza e poesia, mesmo englobando o caos, o qual é um dos seus estágios inerentes, da onde ela novamente surgirá para formar estrutura e beleza, para proporcionar esperança ao vir a ser.

Segure a folha de uma planta contra o sol e contemple a perfeição e sabedoria da sua estrutura, se conscientize da sua fragilidade e da sua dependência dos nutrientes, que a compõem. Se conscientize da sua efemeridade perante o tempo e da sua eternidade no cíclico voltar a se formar conforme a Ordem, que a impulsiona, e a qual, ela própria, também está em constante evolução.

Nós indivíduos humanos, fazendo parte da manifestação, igualmente estamos inseridos na Ordem Cósmica com tudo que nos constitui. Estamos inseridos com todos os níveis do nosso ser, desde o físico até o espiritual. Quanto mais nós nos abstemos de exercer o livre arbítrio, tanto mais estamos em harmonia com os desígnios de Deus.

Abster-se do exercício do livre arbítrio não quer dizer de abrirmos mão da nossa inteligência. O livre arbítrio é uma ilusão do nosso Ego, o qual gosta de confabular, que pudesse imprimir uma marca individual à Manifestação. O livre arbítrio contribui sim para a Ordem Cósmica, mas diferentemente da maneira como é imaginado geralmente.

O Ego humano é um dos motores da evolução. É o Ego, que projeta, que quer alcançar, acumular, arrebanhar e realçar os diferenciais para com o resto da criação e, principalmente, para com os demais humanos. Ele quer se destacar, para sentir a sua propriedade e ser percebido pelos outros. O Ego se define pela diferença e pela separação entre ele mesmo e o Todo através da necessidade da auto-afirmação. O Ego pode ser intelectual, mas ele não é inteligente.

Somente pela contemplação devocional o homem pode vislumbrar a bem-aventurança da Ordem, estabelecida nele próprio e no ambiente ao seu redor. Esta percepção vai evolui-lo e resultar-lhe em inteligência, como fruto de uma interação, prazerosa em si, que são a recepção e a dedicação em gratidão e amor, transpostas e aplicadas livre- e desinteressadamente ao mundo e aos seres em geral.

A percepção da Ordem Cósmica como uma "qualidade de sensação" depende da abordagem meditativa e da sensibilidade consciente.

Em termos científicos, ela é mensurável, reproduzível e demonstrável quantitativamente pelo biofeedback a estados fisiológicos de quem está em transe místico.

A índole da Ordem é essencialmente positiva, ela é o processo da criação do ainda desconhecido pelo homem, o porvir na escala do tempo da nossa dimensão.

Porem, por ela ser essencial a tudo, misteriosamente, ela não se nega a quem a ela apela. Ela atende às inquisições e invocações sinceras, sempre. Na transcendência das condições desta dimensão, ela se revela à clarividência e à intuição.

Na dimensão transcendente, transtemporal, o Todo já existe perfeito e completo: o criado "já pronto" se funde com o vir a ser da condição humana, cujo processo está atrelado à escala do tempo. Deus sempre existiu perfeito e inteiro, sendo ele o Todo, sendo ele a própria evolução embutida no tempo, sendo ele além do tempo!

A percepção e inserção da Ordem Cósmica à consciência humana se dá pela meditação e pela intuição, mediadas por um estado de consciência alterado, que se estabelece no transe, durante o qual estão transcendidos o Ego e o espaço-tempo. A devoção do Ego é a questão mais importante neste processo.

Quando o Ego se abre, estabelece-se uma sensibilização da percepção para os sinais e elementos sutis da natureza e do nosso ambiente social. Desta maneira insere e integra-se a Ordem à nossa consciência desimpedidamente e ganha concretude através do ato humano assim qualificado.

Estas são os meios para abordar a Ordem e dar a ela a possibilidade de manifestação através da ação subsequente: centramento, devoção, meditação, religiosidade, inocência e sinceridade.

A ferramenta mediadora por excelência são os oráculos e a intuição associativa. Os indivíduos mediadores são os místicos, o sensitivos, o magos e os mestres. A fala e a escrita, tanto quanto as ações práticas de um místico são sempre poéticas, certeiras e verdadeiras, revelando a beleza que está inerente à Ordem naturalmente.

Lidando com a Ordem, está-se perante de uma bifurcação do rumo a ser tomado pelos sentidos. Seria o rumo certo a penetração na matéria, na ciência, na carne e no prazer ou deveríamos dar abertura direta e imediata para o mistério e as esferas sutis?

O recomendável para nós seres humanos, para continuarmos vivendo com o pé no chão e mesmo assim inseridos e amparados pela Ordem, deveria ser, em consonância com todos os profetas e mestres, o caminho do meio, indicado, desde Jesus, pela entrega ao Pai ou pela sabedoria do coração. Na sua pulsatória, na sua posição transdimensionalmente central, no dar e no receber, a revelação da verdade parece ser simples demais para ser aceita.

O sexo físico, realizando-se na matéria, e o sexo espiritual, buscando a essência da felicidade na comunhão com o cosmo, encontram o caminho do meio pela alquimia e a intermediação do coração, o qual, para os humanos e nesta nossa dimensão, é o quarto centro energético da coroa para baixo e igualmente o quarto centro energético, seguindo as etapas da evolução (chácras) da base para cima. O critério, se estamos no caminho certo ou não, é a felicidade sentida. O coração é o órgão correspondente ao TAO. Ele é o centro biológico e espiritual do nosso organismo e representa o complemento do TAO no jogo da bipolaridade, da qual a Ordem se utiliza para criar. O TAO, a união mística conceituada como entidade, está situado na esfera extradimensional, no espaço espiritual da energia pura e da sabedoria original.

Se o homem é a imagem de Deus, representando um microcosmo completo, ele demonstra a organização do cosmo inteiro na sua estrutura energética e, consequentemente, fisiológica e biológica.

A correspondência galáctica do Plexo Solar do homem é o sol, sendo ele o centro da nossa dimensão como o coração o é para o nosso corpo. A correspondência extradimensional ao coração do homem se situaria numa dimensão, que está frequencialmente e galacticamente acima do sol.

A abertura da consciência individual humana para as freqüências do coração significa simplesmente evolução, pois a consciência do homem, individualmente e comummente representada pelo Ego, se limita originalmente à alimentação, à defesa do território, dos privilégios e à preservação da espécie, enquanto as qualidades do coração intermediam e dão sentido às relações.

A mentalidade do homem, neste contexto, é nada mais do que uma ferramenta intelectual para atingir determinados objetivos. A sua correspondência biológica situa-se no baixo ventre, nos órgãos de reprodução e alimentação.

O diafragma é a interface entre as esferas humanas intracorpóreos densas e sutis: a vontade, as emoções, os pensamentos e a religiosidade situam-se acima, o "sistema logístico" abaixo do mesmo.

O Hara, um ponto abaixo do umbigo, reverenciado pela cultura filosófica japonesa, era o suposto centro energético do homem na antiguidade japonesa, e o seu complemento no sistema binário da nossa dimensão seria o chácra mental, sendo eles os segundos centros energéticos, visto de "cima" ou de "baixo". Eis representa-se, nesta abordagem cultural-esotérica da antiguidade, a auto-compreensão do homem como um sistema fechado em si, com a possibilidade de equilibrar-se em si, entre estes dois chácras simetricamente centrais e dominantes, porém sem abertura à amplitude cósmica.

O novo evangelho de Cristo abandona a dicotomia humana, o cultivo da bipolaridade interior, em favor do desenvolvimento da alquimia central dos nossos ramos ascendentes e descendentes no coração. Jesus, historicamente, é o primeiro místico falando em Amor, definindo o coração como sendo a sede energética central do homem. Como o coração é também fisicamente central, deve-se deduzir por lógica e em obediência à dicotomia da nossa dimensão, que o chácra complementar ao coração deve situar-se fora do homem fisiológico, por tanto, na esfera espiritual.

É óbvio, que assim o homem, conforme o grau da evolução da sua consciência, tem a possibilidade de transcender a bipolaridade intracorpórea. Pelo "método Hara" ela seria conceitualmente fechada, dentro de um sistema individual e fisiológico, por ter os dois centros complementares, o do Hara e o da mente, dentro dos limites do seu corpo físico.

Como o sol corresponde ao centro planetário da nossa dimensão, o coração, desde que a sua correspondência planetária intergaláctica seja aceita, corresponderia ao centro do homem galáctico, do "novo" homem holístico, transpessoal e transfísico, cuja essência é a abertura ao Amor, pois o seu complemento encontra-se no espaço espiritual, no centro do Cosmo, em Deus.

As dimensões sempre executarão a sua função pré-estabelecida pela Ordem. Mesmo, estando elas próprias (as dimensões) sujeitas a uma evolução em compasso brahmanico, elas servem de encubadeiras e de escolas para a evolução da consciência das almas ascendentes. O "tempo", que é preciso para a passagem da alma pelas condições das dimensões, para percorrer e transcende-las, é estritamente vinculado à disposição e receptividade individual para evoluir (o indivíduo como partícula do hólos) e depende da devoção religiosa e da sua aceitação dos desígnios da Ordem como sendo preponderantes aos pareceres do Ego.

O oposto do Ego é o Amor.

Atraves do ser humano, a Ordem Cósmica manifesta-se pela prática do Amor. Por toda a prática se iniciar pela sua conceituação no campo sutil, abriremo-nos às melhores ideias, pensamentos, ousadias e atrevimentos, inspirações e introspecções a favor do Amor.

Alertemos-nos por aquela dúvida, que sempre nós faz cessar antes de forçar uma ordem para instituir a Ordem!

Sensibilizemos-nos por aquela sensação no coração, que é nítida quando sentida, e que transforma os nossos pensamentos em razão!
A Ordem Cósmica  
A Verdade Proibida  
O Afeto, Traição e Auto-estima  
O que fazer com os loucos?  
Proteção contra energias negativas  
O Aspecto Espiritual da Sexualidade  
Inocência e Celibato  
Terapia Espiritual  
O que é Psicoterapia Holística  
Disciplinas selecionadas para a Psicoterapia Holística  
A Espiritualidade na Acupuntura  
Acupuntura e Consciência  
Acupuntura para Estressados  
Tratamento do Vício pela Acupuntura  
Vidas Passadas  
Vidas Futuras  
Noções básicas sobre a Terapia de Vidas Passadas  
Bioenergética Sutil
Annette
Joana
Marlí
O Bispo  
Jesus e Crista  
Sem Palavras  
Veja e saiba mais